Texto para a aula de 17/04  recomendado pela Profa. Maria Alice A. S. Descardeci
 

--- Original Message -----
 From: "cesaralvim" <cesaralvim@escelsa.com.br>
 To: "CVL" <CVL@yahoogroups.com>
 Sent: Friday, April 12, 2002 9:48 PM
 Subject: [CVL] A pesquisa como aliada dos professores
 

         Folha Dirigida, 11/04/2002 - Rio de Janeiro RJ
         A pesquisa como aliada dos professores
         Bianca de Araujo Gomes
       Quando o assunto é pesquisa, a expressão de Menga Lüdke se transforma.
 A professora e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
 Janeiro (PUC-Rio) é uma apaixonada por este tipo de trabalho, o qual
 considera fonte de enriquecimento fundamental da formação docente. Pensando
 nisso, ela coordenou o estudo "O professor e a pesquisa", publicado no ano
 passado, com apoio do CNPq.
      O tema do livro é um assunto que está no centro das questões mais
 discutidas pela comunidade educacional em todo o mundo: a do professor
 pesquisador. Estudiosos da educação já deixaram claro que a pesquisa é um
 componente necessário ao trabalho e à formação de docentes, mas o que a
 professora Menga procurou descobrir foi sua prática efetiva nas escolas de
 ensino básico, mais especificamente no ensino médio.
      Filósofa formada pela Universidade de São Paulo (USP), doutora em
 Sociologia pela Universidade de Paris XI e professora titular da PUC-Rio,
 Menga ressalta que a combinação entre universidade e escola resultaria no
 enriquecimento de ambas. "A universidade ganharia muito com a concretude dos
 problemas da escola básica", diz. Leia a entrevista:

         Folha Dirigida - O que a pesquisa representa para o trabalho do
 professor?
         Menga Lüdke - A pesquisa é um instrumento de desenvolvimento muito
 importante para o professor em todos os seus meios - desde a educação
 superior até a educação básica. Ela é um componente da formação do
 professor, seja para o desenvolvimento próprio ou para o profissional, e
 também para o desenvolvimento do conhecimento a respeito do seu trabalho,
 dos seus problemas, das suas questões.

         Folha Dirigida - Por que a sra. se interessou em aprofundar a
 questão entre a relação da pesquisa e da educação básica?
         Menga Lüdke - A discussão da importância da pesquisa na educação
 básica foi acentuada nos últimos 10 anos e vem chamando a atenção da
 universidade. Foi pensando em descobrir o que se passa na realidade do
 dia-a-dia das escolas que resolvi propor uma pesquisa para a nossa principal
 agência financiadora - o CNPq. Do lado de cá, o lado da academia, havia
 quase uma unanimidade sobre sua importância, mas pouco se sabia sobre o que
 acontecia do lado das escolas. Uma coisa é o que a gente fala na
 universidade: discutimos regras, esperamos. Outra coisa é a realidade.
 Queríamos saber se a realidade correspondia às nossas expectativas.

         Folha Dirigida - E de onde nasceu essa vontade de estudar a pesquisa
 na educação básica?
         Menga Lüdke - Fui levada a propor essa pesquisa porque havia
 concluído outra sobre a socialização profissional dos professores - que é
 uma questão que ainda me interessa muito. Acredito que a formação do
 professor nas escolas é igualmente importante à formação que ele recebeu na
 universidade. Só se pode aprender certas coisas como professor se você está
 com a mão na massa. Você enfrenta tudo o que acontece na vida das escolas: a
 criança, os colegas, os pais, a comunidade, os funcionários, a violência, as
 drogas, etc. A universidade, por mais que queira, não pode prever tudo isso.
 Estava bem convencida de que socialização profissional, o desenvolvimento
 desse trabalhador como profissional, tem que se apoiar nas duas dimensões,
 seja a da formação, seja a do trabalho diário, que força o professor a
 investigar. Durante uma das etapas deste estudo perguntamos aos formadores
 de professores, da licenciatura e da escola normal, sobre o papel da
 pesquisa. Eu gostaria que a resposta viesse espontaneamente. Quando
 perguntava o que entra na dimensão profissional da formação, esperava que
 viesse a pesquisa, pois boa parte da autonomia do professor se deve à
 capacidade de ele ser um pesquisador, de construir conhecimento, de decidir,
 de descobrir soluções, de elaborar, de enfrentar os problemas...

         Folha Dirigida - Durante seus estudos, a sra. observou que os
 formadores não se colocavam no papel dos próprios pesquisadores?
         Menga Lüdke - E de formadores de pesquisadores também. Eles achavam
 que só era possível fazer pesquisa quando um professor se direcionava para
 tal área, como, por exemplo, em Biologia - que trabalha com prática de
 laboratório. Em nenhum momento foi citado o componente pesquisa como uma
 parte fundamental na formação do próprio futuro professor. Terminando essa
 pesquisa fiquei mordida pela questão e decidi investir num novo estudo.

         Folha Dirigida - O papel da pesquisa é diferente para os professores
 da universidade e da educação básica?
         Menga Lüdke - É claro que o professor da universidade é um
 pesquisador, isso é inerente a suas atividades. Se bem que nem todos fazem,
 a gente sabe disso. Para que o professor também seja um pesquisador, vai
 depender da universidade investir em tempo, condições e salários. Enquanto
 ele se mantém como horista, ou seja, quando é pago por horas, é muito
 difícil desenvolver pesquisa. Se esse tipo de coisa acontece na educação
 superior, imagine na básica...

         Folha Dirigida - Por que o professor do ensino médio foi eleito para
 ser o objeto de seu estudo?
         Menga Lüdke - Eu e o grupo de pesquisadores envolvidos nesse
 trabalho pensamos qual seria o professor da educação básica a ser
 investigado em primeiro lugar. Pensamos, pensamos e acabamos decidindo que
 seria o do ensino médio. Partimos do seguinte pressuposto: são todos
 formados na universidade, portanto, teoricamente, poderiam ter recebido uma
 formação para a pesquisa. E talvez tenham mais condições de fazer pesquisa
 nas suas escolas. Isso não quer dizer que outros professores de outros
 níveis também não sejam formados em nível superior e não façam pesquisa.
 Tenho suposições de que o pessoal da educação infantil tem boas
 probabilidades de fazer pesquisa. Alguns estão muito conscientes da
 importância da formação e da pesquisa. A pesquisa joga de alguns
 pressupostos que têm que orientar o pesquisador. Ele compõe o que pode, como
 pode, o pedaço da realidade que lhe compete conhecer. Não é possível fazer
 pesquisa sobre tudo. Não poderia estudar as três subdivisões da educação
 básica e, portanto, focalizei o ensino médio. Mas ainda vou fazer uma
 pesquisa sobre o pessoal da educação infantil. Acho que teria agradáveis
 surpresas.

         Folha Dirigida - Quantas escolas foram estudadas? E por que todas
 são da rede pública de ensino?
         Menga Lüdke - Para nós da PUC-Rio interessa muito saber as condições
 da educação pública, que é a que mais interessa para este país. Sei que há
 escolas excelentes da rede particular. Porém, as famílias dos estudantes que
 lá estudam têm recursos e, portanto, não precisamos estudar tais
 instituições. O que nós precisamos para este país, que ainda não conseguiu
 dar educação básica para todos os seus jovens cidadãos, é a rede pública.
 Esta precisa ter condições de enfrentar todos os problemas. Não queremos um
 ensino apenas em quantidade - hoje, o governo propaga que mais de 90% das
 crianças já têm acesso à educação -, mas sim descobrir que tipo de
 conhecimento está sendo passado para essas crianças e como isso tem sido
 feito.

         Folha Dirigida - Como foi a escolha dessas escolas?
         Menga Lüdke - Eram escolas escolhidas porque tinham condições
 melhores do que a média das escolas públicas. Nós não pretendíamos estudar
 cada uma dessas escolas profundamente e muito menos dizer que a gente
 conheceu essas escolas. Desejamos que essas escolas possam oferecer
 exemplos, ilustrações, do que pensa, do que sente, do que sabe, do que faz o
 professor da educação básica, nível médio, rede pública, em relação à
 pesquisa. No total, foram 70 entrevistados entre professores e
 coordenadores. Essas entrevistas, que levaram cerca de um ano para serem
 feitas, resultaram num material muito rico, apesar de todas as dificuldades
 de tempo, espaço físico, disponibilidade dos professores. Contudo, creio
 que, por um sistema simples, conseguimos chegar às informações que
 queríamos.

         Folha Dirigida - As escolas de ensino básico oferecem condições para
 que os professores desenvolvam os projetos de pesquisa?
         Menga Lüdke - Este foi um dos quatro itens ao redor dos quais
 reunimos nossas constatações. Perguntávamos aos professores se eles tinham
 condição para realizar pesquisas e observávamos tudo. Numa das escolas, por
 exemplo, havia apenas dois computadores perto dos cerca de 100 professores
 que lá trabalhavam. Algumas vezes, para fazermos as entrevistas, não
 tínhamos nem espaço, porque as salas de aula estavam tomadas, o pátio de
 recreio estava cheio de jovens e crianças, a sala de professores tinha
 sempre alguém. Onde aqueles professores se reuniriam para conversar? É muito
 bom que se reúnam e troquem idéias. Chegamos à conclusão que seria muito bom
 se eles tivessem um grupo de pesquisa. Também seria muito bom se eles
 pudessem freqüentar encontros científicos, comprar livros e assinar revistas
 porque, inegavelmente, são os meios que existem mais próximos para a difusão
 do que está se fazendo atualmente em pesquisa. Um professor comprar um livro
 é algo complicado.

         Folha Dirigida - O que essas dificuldades representam na prática
 profissional?
         Menga Lüdke - Não se pode pensar em caminhar para maior
 profissionalização se não há condições de trabalho, de carreira docente e de
 políticas salariais. Embora a maioria das escolas ofereça horas a mais,
 horas que não são exclusivamente dedicadas às aulas, justamente para o
 professor se desenvolver, para fazer seus trabalhos, elas acabam sendo
 consumidas com reuniões, com preparação de conteúdo didático, quando não se
 convertem em aulas. O fato de o professor lecionar em mais de uma escola
 também é uma tragédia. Pena que seja assim, porque para se desenvolver um
 trabalho tanto de professor quanto de pesquisador é preciso exclusividade.
 Se queremos desenvolver melhor o nosso profissional de educação temos que
 pensar nisso. Condições para o professor trabalhar contente, bem, com uma
 remuneração digna, condições, boas instalações...

         Folha Dirigida - A formação docente é uma dificuldade para o
 desenvolvimento da pesquisa nas escolas?
         Menga Lüdke - Na pesquisa anterior, eu já tinha observado que os
 formadores não são conscientes da obrigação de formarem um professor
 pesquisador. Mesmo introduzindo questões de pesquisa no curso de graduação,
 não dá para suprir a necessidade que só a prática dá. Não acho que a cadeira
 de Metodologia de Pesquisa deva ser jogada fora, mas ela não é o bastante.
 Seria importante introduzir o estudante à prática da pesquisa. Acho que uma
 das coisas mais importantes do CNPq são as bolsas de iniciação científica,
 que permitem ao estudante de graduação freqüentar um grupo de pesquisa sob a
 orientação de um professor experiente, um pesquisador.

         Folha Dirigida - Como era o perfil dos professores entrevistados
 nesse estudo e que tipo de pesquisa eles realizavam?
         Menga Lüdke - Nós encontramos sete professores com doutorado e mais
 de 40, perto de metade dos nossos entrevistados, já tinham mestrado ou
 estavam fazendo. A formação de professor de nível médio dessas escolas,
 ratificando que essas escolas foram escolhidas porque tinham algumas
 condições especiais, era boa. No geral, os professores diziam que faziam
 estudos relativos ao desenvolvimento de material, organização de um novo
 curso ou uma parte nova de um curso que ele já leciona. Isso pode ser, ou
 pode não ser uma pesquisa. Ao lado disso, tínhamos professores desenvolvendo
 uma pesquisa muito próxima daquela que se desenvolve na academia.
 Encontramos no ensino médio - pode não ser assim em todas as escolas - desde
 a pesquisa mais acadêmica e consolidada, reconhecida como tal, até formas
 das chamadas "pesquisas" que, na verdade, talvez não o fossem.

         Folha Dirigida - Como eles vêem a pesquisa?
         Menga Lüdke - As definições de pesquisa dadas por eles variavam da
 mais simples à mais acadêmica. No entanto, muitos que diziam que a
 verdadeira pesquisa é aquela que se faz na universidade concluíam que não
 era dessa que precisavam na escola. Frisavam que era preciso uma pesquisa
 que se aproximasse mais da realidade, dos problemas dos alunos, etc. Eles
 tinham a consciência de dizer que aquela era a pesquisa séria, verdadeira,
 ortodoxa, mais valiosa, o que seja, mas que não era dessa que precisavam. Um
 chegou a me dizer que os professores da universidade deveriam ir à escola
 para ver o que é preciso fazer: "Isso aqui é um verdadeiro laboratório de
 problemas", disse. E isso me permite sair um pouco da pesquisa e fazer
 algumas considerações sobre esse gap, essa distância que separa a
 universidade da escola de educação básica.

         Folha Dirigida - Que distância é essa?
         Menga Lüdke - Nós da universidade, com as melhores intenções,
 fazemos pesquisa sem parar - muitos, nem todos. Mas, gostaríamos de nos
 aproximar mais da realidade das escolas. Hoje existe um movimento do
 professor pesquisador, que abre espaço para uma nova conceituação de
 pesquisa. O conceito de pesquisa precisa ser rediscutido. Trato com muito
 cuidado essa questão porque não acho que a gente deva abrir mão do que
 entende por pesquisa - pesquisa como construção de conhecimento,
 sistemático, com cuidado, critério e princípios. Mas o professor não pode
 ficar esperando a última palavra da ciência como um engenheiro pode esperar
 sobre o material que vai construir a ponte ou o médico sobre o último
 elemento na composição de um remédio que entra na luta contra a asma, a
 diabetes, o que seja. Ele tem que agir, pois os estudantes não páram de
 crescer. Piaget já dizia que tem certas coisas que têm que ser ensinadas na
 hora certa, senão perdem o espaço. Refletir é indispensável para a pesquisa,
 mas não é o suficiente.

         Folha Dirigida - O que pode ser feito para aproximar a pesquisa da
 escola?
         Menga Lüdke - A escola básica tem problemas muito específicos. O
 professor da universidade tem outro tipo de problema, está mais distanciado.
 O ideal seria que a gente fizesse essa junção entre o professor da
 universidade com sua formação, disponibilidade e condições e o professor da
 escola básica, que tem os seus problemas e questionamentos. Acho que está
 faltando isso. Falta essa ponte que seria a pesquisa em colaboração. A
 universidade se aproximando da escola básica e a escola básica se
 aproximando da universidade, mas não havendo uma hierarquia entre as duas.
 Não acho, de maneira nenhuma, que a pesquisa da escola básica seja inferior
 a do professor universitário.

         Folha Dirigida - Qual seria a pesquisa necessária para o professor
 da escola básica?
         Menga Lüdke - É a que responde aos seus problemas, se dirige aos
 problemas reais de cada dia, mas com todos os recursos da pesquisa como tal.
 Não quero que se improvise soluções. Agora, se ele estudar, se cercar essa
 "improvisação", esses achados que ele faz a cada dia, com certos cuidados,
 se tiver condições, formação, tempo, estímulo... Além disso tudo, é
 fundamental para a pesquisa ser divulgada. Pesquisa para consumo próprio,
 individual, não é pesquisa. Pode adiantar para ele, para os seus alunos. E
 daí? Para ser pesquisa para valer é preciso difundir. Os recursos para
 difusão são importantes para que as coisas que forem constatadas nessas
 pesquisas possam ser expostas à crítica. A crítica nos ajuda a perceber que
 não há verdades absolutas.

         Folha Dirigida - Em quais dificuldades esse professor poderia
 esbarrar?
         Menga Lüdke - O professor da escola básica não vai chegar a competir
 com o da universidade para publicar nos mesmos meios que ele publica - e que
 são poucos. O Brasil ainda não valoriza a profissão do educador, do
 pesquisador. Temos raros meios de comunicação abertos para tal. Uma evolução
 natural sobre esses meios ainda é um desafio para nós. Afinal, estamos
 fazendo pesquisa para quê? Pesquisa se faz para resolver problemas e não
 apenas para fazer carreira, para tirar um diploma de doutorado ou de
 mestrado, ou para ganhar bolsa do CNPq. Pesquisa é para resolver problemas,
 cada um na sua área. Então, se o problema está na escola básica, vamos até
 lá ver.
 
 
 
 

 [Non-text portions of this message have been removed]
 
 

 ------------------------ Yahoo! Groups Sponsor ---------------------~-->
 Buy Stock for $4
 and no minimums.
 FREE Money 2002.
 http://us.click.yahoo.com/k6cvND/n97DAA/ySSFAA/GP4qlB/TM
 ---------------------------------------------------------------------~->

 =-=-=-=-=-=-=-==-=-=-=-=-=-==-=-=-==-==-====-=-==-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
 . Esta é uma mensagem da Comunidade Virtual da Linguagem (CVL), hospedada em
 http://groups.yahoo.com/group/CVL
 . This is a message from the Virtual Community of Language (CVL), hosted in
 http://groups.yahoo.com/group/CVL

 . Visite o nosso site, insira links, insira eventos no calendário, programe
 chats.
 . Visit our site, introduce links, introduce events in the calendar, ask
 partners to chat.

 . Para enviar mensagens aos membros do grupo poste-as para o endereço
 CVL@yahoogroups.com
 . To send messages to CVL, post them to the eletronic address
 CVL@yahoogroups.com

 . Caso Você não deseje receber as mensagens diárias e prefira lê-las no
 nosso site, ou receber um resumo diário, deve solicitar mudança de status
 aos coordenadores-moderadores enviando uma mensagem para
 CVL-owner@yahoogroups.com
 . If you do not want to receive the CVL daily messages you can change your
 member status for 'only read them in CVL site on the Internet' or for 'daily
 digest', asking it through an e-mail to be sent to CVL-owner@yahoogroups.com

 . Leia as mensagens antigas na http://groups.yahoo.com/group/CVL/messages
 . Read the old messages in http://groups.yahoo.com/group/CVL/messages

 . ATENÇÃO, POR FAVOR: Não são permitidos arquivos anexados (atachados) às
 mensagens para impedir disseminação de vírus. Por obséquio, transforme o seu
 anexo em corpo de mensagem.
 . PAY ATTENTION, PLEASE: Attached files are not permitted in order to avoid
 virus contamination. Please, make your file an e-mail.

 Se você faz planos para um ano, semeie arroz. Se faz planos para dez anos,
 plante árvores. Se faz planos para cem anos, eduque, instrua o povo.
 (Anônimo)
 If you make plans to a year, seed rice. If you make plans to ten years,
 plant trees. If you make plans to a hundred years, educate the people.&quot;
 (Anonimous)
 =-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

 Your use of Yahoo! Groups is subject to http://docs.yahoo.com/info/terms/
 
 

.........................................................................................................................................