Debates 

Integra da discussão  em torno das respostas da equipe 1 e da equipe 2

 Equipe 1

Pensamos que o processo de unificação ocorre na busca pelo conhecimento global do mundo contemporâneo, por meio primeiramente da educação e da escola (que cria condições para o homem se apropriar do mundo da cultura). Diante disso, o homem utiliza a educação para criar seus conhecimentos, que estão interligados por uma grande rede que o influencia e o determina e pode, o próprio conhecimento adquirido culminar num processo de alienação do homem. Equipe: Lindamara, Maria Lucimara, Flávio e Vanessa

Além disso, a unificação do homem ocorre na sua busca incansável pela liberdade. Essa busca vem desde os tempos de sua criação, quando Adão rompe com a felicidade encontrada no paraíso. O homem não se satisfaz com os objetivos alcalçados e está sempre em busca de novos. Isso faz com que sempre tenhamos um desenvolvimento intelectual, que possamos utilizar nossos conhecimentos para irmos "criando" novos conhecimentos. Todo esse processo de busca, apesar de alienar o homem, provoca um desenvolvimento tecnológico. Deixo uma pergunta a todos: Até que ponto o desenvolvimento tecnológico liberta e até que ponto aprisiona o homem (Flávio)

Quando o homem busca o conhecimento ele se unifica, tornando-se alienado e alienante. Torna-se alienado porque não participa da transformação social e alienante porque com atitudes individualistas. Ao buscar a liberdade ele consegue se unificar, esta liberdade com responsabilidade, com direitos e deveres para que ocorra a unificação.(Maria Luiza)

O homem deve ter consciência do que seja emancipação, caso contrário continuará se escravisando. Nesta busca pela emancipação, o homem se coloca em um contexto social que não lhe permite viver de forma igualitária. Os instrumentos criados por ele mesmo para se libertar o escravisa, pois estes instrumentos tanto poderá libertá-lo como lhe criar novas prisões impostas pela pela sociedade. (Flávio)

Os valores em torno dos quais a humanidade se unifica são os valores universais que independentemente de tempo, raça, cor, linguagem, conseguem sobrepujar as diferenças e diversidades, e entre esses valores, podemos elencar as ações humanitárias, movimentos para a paz, a arte e algumas vezes a religião.(Neuza)

 

Equipe 2

Quando nascemos já estamos inseridos numa cultura que se constitui no processo educacional do indivíduo. Portanto, uma das formas de educação a que o homem tem direito é através da cultura. Um dos processos de construção da cidadania ao longo dos séculos XIX e XX foi desenvolvido por meio de regras de convivência em grupo, onde a vontade individual deveria ser submetida à vontade coletiva, preponderando sempre o interesse da comunidade Na perspectiva histórica, as trocas mútuas universalizaram o conhecimento, valores, experiências, aumentando assim as possibilidades humanas. Nesse contexto, entretanto, verifica-se que a busca constante pela liberdade levou o homem a enveredar-se por um caminho de opressões aos mais fracos, pois a medida da liberdade de uns estava aliada à conquista da supremacia do poder subjugando culturas e economias de povos nativos. O aspecto da demarcação territorial das nações constituiu-se pelos conflitos armados e pela desconstrução da sua cultura. O poder instalado sob a égide do capitalismo, suscitou no homem o forjar de uma liberdade equivocada, liberdade subjetiva pautada pelo TER, em detrimento do SER, instalando assim uma rede de necessidade de conquistas materiais para a sua realização. O fortuito prazer e bem-estar concretizados pela conquista de aquisição material permitiam poucos momentos de êxtase, desfazendo-se em seguida o seu encanto, fazendo com que em seguida necessitasse almejar mais conquistas para sentir mais um pouco prazer. Essa doentia busca do hedonismo transformou-no em escravo de si mesmo. Diante disso, a modernidade, pode ser caracterizada pela consciência da liberdade subjetiva, equivocadamente voltada para a constante busca e desejo de liberdade e bem-estar. A modernidade aplicada à ordem social seria marcado por seu dinamismo sem igual, por sua rejeição da tradição, suas conseqüências globais a crença no progresso e com o poder da razão humana de produzir liberdade acima de tudo. Embora se possa ver a modernidade nas conquistas como a ciência e a tecnologia, e todas as conseqüências cumulativas destes processos, rompeu com a tradição, caracterizada por regras estabelecidas pela comunidade, em relação à religião e outros valores éticos fragmentando o todo do homem. A modernidade substitui essas regras, com seu caráter de aceitabilidade inquestionável, por regras relativas às rotinas da vida de fábrica ou aos regulamentos da organização burocrática. Com isso, porém surgem questões de autoridade e de identidade. Então, a modernidade questiona todos os modos convencionais de fazer as coisas, substituindo autoridades por seu próprio arbítrio, baseada na ciência, no crescimento econômico, na democracia ou na lei. Ela debilita o eu. Se na sociedade tradicional, a identidade era desenvolvida através dos ritos, na modernidade ela teria que ser construída. A modernidade conquistaria o mundo em nome da razão. Quando se busca a liberdade vê-se que a opressão à individualidade não é um fato peculiar à sociedade industrial. Mas sem dúvida, é neste contexto que ela adquire sua forma mais aguda e universal. A razão e o conhecimento utilizados como caminho para a construção da liberdade, levou o homem a se tornar expectador passivo dos acontecimentos, destituindo-no de sua responsabilidade para a participação das transformações sociais, fazendo dele um ser alienado. Atualmente, a forma de disseminação do conhecimento, realizada por meio das tecnologias possibilitam a globalização do conhecimento, entretanto, em função dessa tecnologia o homem assiste passivamente o sofrimento de seus semelhantes. Pelo mundo cultural encontramos a possibilidade de desenvolvimento da nossa racionalidade que tem dois lados: ativo, em função da inteligência e passiva, que são nossos pensamentos biológicos evolutivos (cultura). Diante disso, o homem necessita preparar-se para o atual estágio de modernidade buscando a melhoria da civilização como um todo, não limitada à fronteiras culturais, sociais, políticas e religiosa. Grupo 4:Ana Carolina, Anelise, Jamine, Jane M. R. Lawder e Neusa

 

A cidadania caracteriza-se por um processo permanente de formação para a convivência social que afeta todas as dimensões da vida: interpessoal, intergrupal, nacional, internacional e não pode ser reduzida a uma disciplina de um curriculo. A cidadania é um processo dinâmico que exige uma complexa ingerência de conjuntura política, cultural e do sistema de educação. A cidadania começa a ser construída a partir da família que introjeta na criança valores que vão representar os alicerces para toda a vida. A escola, por sua vez molda e formata o conhecimento e pode trazer elementos de reprodução desses valores sociais, uma vez que a educação contemporaneamente é o resultado de uma política cultural. A cidadania em nosso sistema de valores é aviltada por currículos forjados a partir de influências que se submetem aos interesses mercadológicos. Como processo, a cidadania não é estática nem imóvel, exige a participação de todos os segmentos de uma sociedade para sua construção, e ela só poderá ser desenvolvida na sua plenitude a partir do respeito ao outro como ser humano que necessita das mesmas bases para se desenvolver, independentemente de raça, cor, religião ou condição social. (Neuza)

 A cidadania se caracteriza pelo direito de participação direta e ativa na sociedade em que vivemos.Logicamente direitos seguidos de deveres. O cidadão passa a ter liberdade, repeitando as diferenças e sendo solidário com os outros. Segundo Bauman (1998,p.256), é a condição para a existência tanto da liberdade quanto da diferença e implica a existência do respeito mútuo e a possibilidade de ver-se no e com o outro.

(Maria Luiza)

 


 

Funções da Escola

consciência da função escolar, que é educar o aluno para cidadania, ter condições de viver bem em sociedade. O problema que os professores não tem preparo suficiente para tal e alguns não se interessam por tê-lo,principalmente os professores da rede pública que têm estabilidade no emprego. Muitos trabalham por dinheiro ou por falta de opção melhor. Existem exceções e bons profissionais, mas a maioria se enquadra neste grupo. (Maria Luiza)

 

Eu me perguntaria se os professores não possuem esse preparo ou se seria melhor se esconderem por detrás de algo que lhe deêm proteção (camuflagem), permitindo que se sintam vítimas do sistema. Se muitos trabalham por dinheiro ou falta de condições melhores, seria justo que os alunos sejam os prejudicados pela inércia (mental?) dos professores? Quando eles prestaram o concurso público (recentemente) não estavam cientes do valor que iriam receber? Se não concordavam, porque prestaram o concurso? Será que estão sendo justos, não diria com os alunos, mas consigo mesmo? Onde está sua auto estima? Onde está sua dignidade?(Flávio)

 

Eu penso exatamente como você. Na verdade muito professores estão nesta função por comodismo, por falta de opção por trabalhos melhores e mais bem remunerados, no entanto não fazem nada para melhorar. Ou melhor fazem: só reclamam (Maria Luiza)

Na busca pela desalienação estão cada vez mais alienados. Estão em busca da felicidade, mas por não saberem ao certo o que vem a ser essa tal felicidade, se tornam eternos infelizes. (Flávio)

 

 

Acredito que muitos diretores,coordenadores e professores nao tem consciencia de quais sao as funcoes da educaçao escolar. Ilustro a afirmaçao com um exemplo de atividade do cotidiano escolar que reflete a "falta de consciencia" dos professores. As atividades que cumprem realmente o papel social da escola ainda sao na maioria das vezes realizadas de mentirinha, como cartas mimeografadas com a frente e o verso, so para o aluno conhecer como se escreve e pior, a carta NAO serve para comunicaçao, sim para avaliaçao dos passos redigidos. Para mim a escola ainda vive num mundo de "faz de conta" de atividades que nao formam para a cidadania, apenas cumprem os conteudos de um curriculo elaborado por um grupo dominante. (Silvana)

 

Vivemos numa escola do mundo do "faz de conta". Precisamos educar para a verdadeira cidadania, fazendo com que nossos alunos sejam críticos, pensadores e autênticos.(Maria Luiza)

toda e qualquer mudança requer a união e a participação de todos. Seremos os responsáveis pelos dias melhores de nossos filhos, netos, bisnetos e ..... Se cruzarmos nossos braços, estaremos nos tornando amebas humanas.  Só uma pergunta: Onde estão os professores que, descontentes com o atual currículo, luta para melhorá-lo, torná-lo mais adequado à realidade da sociedade de seus alunos? (Flávio)

Flávio, os professores gostam de reclamar, mostrar que estão descontentes, mas na hora de fazer alguma coisa para mudar não agem, não se aperfeiçoam, não dão opiniões. Ficam apáticos e sem ação.Isso eu falo da maioria, não a totalidade. (Maria Luiza)

 

2. Considero que diretores, coordenadores e professores têm no bojo de sua formação informações que os conscientizam da importância da educação escolar tanto para o trato individual,quanto social e profissional. Entretanto, existem considerações a serem feitas em relação à complexa realidade que nos cerca, permeada de políticas que visam interesses mercadológicos. Toda a política educacional obedece parâmetros verticais, isto é, ela é desenvolvida de cima para baixo, por especialistas em educação, que por sua vez seguem diretrizes ditadas por correntes filosóficas, muitas vezes dissociadas do caráter formativo integral do homem, mas também obedecendo interesses. Isto cria uma redenção ao desenvolvimento do homem em todos os seus aspectos constituintes, ou seja, físico, mental,psicológico e cultural, colocando tanto professores quanto alunos, num formato adequado para determinado objetivo. Não bastasse isto, existem fatores externos influenciando o desenvolvimento de valores que também atendem o apelo do mercado e a escola ao reproduzir esses valôres, estratifica a sociedade em classes, levando o indivíduo a perder sua identidade, quando não se sente incluído no esquema, perde sua auto estima, sua autonomia para decidir o que é relevante ou não para sua vida. Assim, diante deste contexto, a função da educação escolar perde o controle para a construção de cidadãos emancipados. (Neuza)

Nesta confusão que se instala, não só os alunos saem perdendo, mas a sociedade como um todo. Como disse Kosik: "não é o homem que tem a preocupação, mas é a preocupação quem tem o homem", assim podemos estender estas palavras para tudo: não é o homem quem possui a liberdade, mas a liberdade quem possui o homem. Por isso, o homem não se dá conta que quando ele parar um pouco sua busca, isto é se ele parar e meditar um pouco, verá que a verdadeira liberdade não existe. Nunca encontraremos a liberdade absoluta, mas sim a liberdade relativa. Quando aceitarmos isso, poderemos lutar por melhores condições, tanto em educação, economia, etc. O homem deveria refletir melhor quais são seus verdadeiros valores. (Flavio)

3. Na verdade acho que todos sabem quais as funções da educação escolar, porém é mais fácil ficarem presos nos padrões estabelecidos pelo governo (MEC, Secretaria de Educação). Assim, poderão justificar sua imparcialidade, dizendo que possuem uma LDB, um PCN, ou seja lá que for, que lhes ditam normas a seguir. Alguns dizem que todos esses "padrões" são falhos, e bla-bla, mas não fazem nada para mudar, continuam presos e fieis seguidores dos mesmos. Na atualidade com os meios de comunicação (mídias), não dá para dizer eles não possuem consciência da real responsabilidade que possuem frente ao ensino, ou da?

 


 

Cidadania

A cidadania envolve direitos e deveres. Muitas vezes confunde-se que cidadania´são apenas direitos sem deveres. Para termos direitos de cidadãos precisamos primeiro cumprir nossos deveres (Maria Luiza).

 Concordo com a Maria Luiza e acrescento. Cidadania nao e apenas ter direitos e reinvindica-los mas sim cumprir os deveres. O problema e que as pessoas (homens e mulheres)desconhecem seus direitos, reinvindicam apenas aqueles que de alguma forma irao benefia-los individualmente, aquela famosa frase: eh (estou s acento no meu pc) MEU direito, essa individualidade limita e faz esquecer que o meu direito começa onde termina o do outro.Com relaçao aos deveres observa-se uma "tragedia" ainda maior,parece que ninguem tem deveres, so direitos, os deveres sao tidos como ordens nao como obrigaçoes infelizmente. E as crianças???? que precisam dos adultos para resguardar seus direitos e sao por eles violentados???? Que Cidadania e essa???